domingo, 11 de novembro de 2012

Saúde: os infomaníacos


Um mundo dos viciados em computadores, videogames e internet
Tayna Albuquerque

Existe um mundo onde não chove nem faz frio ou calor. Ou até chove, mas só se o dono assim o quiser e o programa ou o jogo permiti. É um mundo onde os sorriso são feitos de letras e imagens, e o que somos pode ser sintetizado em um apelido. Um mundo fascinante, rico, cheio de pessoas e de histórias. Mas que não é outro mundo. Ele não pode (ou não deveria) substituir um outro lugar, mais antigo, chamado mundo real. Os computadores, videogames e a internet é uma gigantesca mão de roda. Eles chegaram para encurtar as distâncias, democratizar o acesso à informação, criar historias  fases e uma penca de coisas boas, que estamos sempre destacando. Mas, para algumas pessoas, a rede e os jogos assumiu um papel polêmico. Passou a ser o princípio e o fim do dia-a-dia de gente que não consegue imaginar a vida longe de um computador ou de uma telinha. E isso acaba trazendo mal a saúde. Pessoas deixam de fazer, esportes, se alimentar bem, se relacionar com outras pessoas, resumindo, deixam de ter uma vida saudável.


Ana Beatriz, mãe de Marcelo, jovem carioca que deixou a paixão pelos computadores ir longe demais."Meu filho é inteligente, gentil. O respeito aos mais velhos sempre fez parte de sua personalidade. Antes, ele era estudioso, trabalhava, praticava esportes e dormia em horários normais", conta. "Um dia percebi que as coisas estavam diferentes. E o interessante é que não é somente a Internet que o está seduzindo. É todo o universo relacionado aos computadores". 'Já fiquei um fim de semana todo sem dormir'. A declaração é de Jader Soares, de 19 anos, viciado em videogames. Foi baseado em depoimentos como este que a Santa Casa da Misericórdia, no Rio, passou a encarar brincadeiras dos jovens como problema de saúde. Ele admite que não consegue ficar nenhum dia sem jogar. “É um vício, não tenho como negar. E qualquer vício é ruim. O bom é você conseguir controlar e equilibrar”, pondera ele, que já se desvencilhou até da namorada pra ir para o computador. “Fui assistir um filme com ela às 15h, fiquei até as 16h30 e tínhamos um compromisso às 18h. Vim desesperado para casa jogar”, lembra ele.
A gente percebe que tem jovens que sentem abstinência e ultrapassam dos limites. Preferem parar de curtir a vida (no mundo real) para um mundo virtual . Eles têm pouco relacionamento social e não sabem lidar com frustração, porque quando chega no limite, desliga a telinha”. O papel dos familiares é fundamental para evitar o isolamento e a ansiedade provocada pelo jogo ou pela rede. Não só para lhes dar opções de lazer fora da tela, mas para participar com esses jovens dessas atividades, criando um convívio familiar.  Esses jovens cada vez mais querem ficar jogando ou navegando, como um viciado que quer cada vez beber mais”.



















Gráfico mostra evolução do uso das redes sociais.

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